sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Dia 16 de novembro de 2012

Primeiro dia em Grenoble...(*)

Acordo com o fuso e o corpo errado... A soma dos meus 40 anos com as 30 horas de viagens dão um resultado catastrófico, eu nem sei que remédio tomar primeiro, se para dor de cabeça, coluna, alergia, etc...

Bem, saindo à luz do dia encontro uma das maravilhas inventadas pela humanidade chamada TRAM. Trem que anda sobre a rua (famoso "bondinho", porém com cara de século XXI) cobre boa parte da cidade, anda devagar, não há dificuldade em compreender como funciona, isso sim é coisa de 1o. mundo...

Então, não há dor que não consiga ser curada com um bom café com leite e um croissant de chocolate perfeito, como aqueles que só existem mesmo na França. Imediatamente me sinto renovada e saio à cata de um lugar para morar..

Andando pelas ruas, eis que surgem diante de mim as montanhas.. Eu sabia que elas estavam ali, mas a neblina da manhã não as deixavam ver, mas o sol chega e elas aparecem de forma gloriosa e surreal ... Essa visão será inesquecível, com toda certeza...

As pessoas da cidade são gentis e descubro que misturando o inglês com o francês eu consigo me comunicar graças à paciência delas...

A imobiliária em que eu vou fica em um prédio que pertenceu ao pai de Stendhal. Prédio do século XXVIII,  reza a história que o pai dele investiu todo o dinheiro nesse prédio, acabando com as chances de Stendhal ter uma herança... Pode ser que ali nasceu o escritor, afinal, escritor que é bom mesmo é escritor pobre. Ou já viu algum  milionário escrevendo alguma coisa que prestasse?

O chão da escadaria é de tijolos (provavelmente não há como alterar a estrutura básica por conta de patrimônio)... Interessante...

O dia termina com boas impressões da cidade, usando a gíria portuguesa que aprendi no avião, Grenoble é "fixe"....

(*) Dia especial, de aniversário de Henrique Freitas, o grande responsável por eu estar aqui, e que adora muito esta cidade.




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