Coisas curiosas do velho mundo...
Coisas que me chamaram a atenção aqui em Grenoble, gosto desses pedaços soltos, da bricolagem do dia a dia...
* Nos endereços, não há um número de apartamento. Mesmo em um grande prédio, não se indica o número do apartamento em específico, pois não são identificados por um número e sim pelo sobrenome da família - e todos se acham. Faz valer a máxima "aqui você não é mais um número"
* Aqui as pessoas dão dois beijinhos, mas os beijos começam pela esquerda, e não pela direita (como no Brasil)
* Os franceses tem "o jeitinho brasileiro", eles não são inflexíveis como os ingleses, por exemplo. E eles são "easy going" (ao menos o pessoal daqui) "cet n´est pas grave", é uma frase ouvida com muita frequência.
* Eles não falam de forma objetiva. Eles são prolixos, eles explicam muito a sua opinião, eles não tem pressa alguma de ir ao ponto, parece que eles aproveitam muito a viagem (o discurso em si).
* As francesas são muito arrumadas, muito bonitas, muito charmosas. São extremamente sexy, elas exalam sensualidade, mas não de forma explícita como as brasileiras. E adoram lingerie, salões de beleza, maquiagem. Nenhuma indústria ou produto nasce no vácuo, certo?
* Bom, já que falei das francesas... Os franceses são lindos. Eles tem uma beleza semelhante à dos italianos (pode ser coisa da região daqui de Grenoble, que é próxima da Itália), só que a beleza é mais refinada. Magros, os mais jovens são altos, narizes finos, traços masculinos, mas ao mesmo tempo delicados...
* Os doces são DI-VI-NOS, são surreais, derretem na boca, cada mordida é aquela viagem gastronômica, a gente se sente como aquele ratinho do filme "ratatouille".
* As frutas aqui vem de outros lugares, da África especialmente. Mas descobri um tipo de maça local chamado "golden" (dourada) ela é dourada mesmo, e é uma coisa espetacular, parece que a gente está comendo um doce, não parece com nenhuma outra maçã que comi
* Nos restaurantes, servem-se pratos (não há buffets), e seja qual for o prato, à mesa eles sempre servem água (verre d´eau) e baguete, em grande quantidade, e não é cobrado.
* Bem, nem precisa falar que os queijos, vinhos e pães são excelentes, e incrivelmente o baguete agora vem muito na versão integral.
* E o tempo.. O tempo aqui não é o mesmo tempo do Brasil. Ele passa mais devagar, as horas duram mais. Não há tanta ansiedade. Há uma certeza de que as coisas vão funcionar. Simples assim...
quinta-feira, 22 de novembro de 2012
Quando a gente acorda no Brasil, o que passa na TV? Hoje, acordei e aqui na França estava passando um programa chamado algo como "Política na manhã"... Aí, os debatedores estavam em uma discussão política fervorosa, porém, nada sisuda (como são os programas políticos no Brasil), eles estavam rindo, trolando um ao outro, numa empolgação que só se assemelha aos programas de futebol aí do Brasil...
Pelo que já percebi, política aqui na França não é algo à parte, ou assunto especialmente sério, eles respiram isso, é o dia a dia deles, faz parte do cotidiano... Outro dia, vi um grupo anti casamento gay. Sim, ANTI. Mesmo não concordando com eles, achei interessante que puderam fazer seu protesto tranquilamente. E, o que mais me chamou a atenção, eu vi imagens do presidente francês passeando em um bairro pobre, e uma moça (muçulmana), começou a gritar um monte de coisas com ele do alto da sacada da casa dela, pedindo melhorias para a comunidade, etc. O presidente parou, ficou ouvindo, todo mundo ficou filmando ele e a moça, todo mundo quieto (silêncio de cortar com faca), escutando, o presidente com uma cara preocupada com o que ouvia e dizendo que ia considerar com toda a atenção o que ela estava dizendo...
sexta-feira, 16 de novembro de 2012
Dia 16 de novembro de 2012
Primeiro dia em Grenoble...(*)
Acordo com o fuso e o corpo errado... A soma dos meus 40 anos com as 30 horas de viagens dão um resultado catastrófico, eu nem sei que remédio tomar primeiro, se para dor de cabeça, coluna, alergia, etc...
Bem, saindo à luz do dia encontro uma das maravilhas inventadas pela humanidade chamada TRAM. Trem que anda sobre a rua (famoso "bondinho", porém com cara de século XXI) cobre boa parte da cidade, anda devagar, não há dificuldade em compreender como funciona, isso sim é coisa de 1o. mundo...
Então, não há dor que não consiga ser curada com um bom café com leite e um croissant de chocolate perfeito, como aqueles que só existem mesmo na França. Imediatamente me sinto renovada e saio à cata de um lugar para morar..
Andando pelas ruas, eis que surgem diante de mim as montanhas.. Eu sabia que elas estavam ali, mas a neblina da manhã não as deixavam ver, mas o sol chega e elas aparecem de forma gloriosa e surreal ... Essa visão será inesquecível, com toda certeza...
As pessoas da cidade são gentis e descubro que misturando o inglês com o francês eu consigo me comunicar graças à paciência delas...
A imobiliária em que eu vou fica em um prédio que pertenceu ao pai de Stendhal. Prédio do século XXVIII, reza a história que o pai dele investiu todo o dinheiro nesse prédio, acabando com as chances de Stendhal ter uma herança... Pode ser que ali nasceu o escritor, afinal, escritor que é bom mesmo é escritor pobre. Ou já viu algum milionário escrevendo alguma coisa que prestasse?
O chão da escadaria é de tijolos (provavelmente não há como alterar a estrutura básica por conta de patrimônio)... Interessante...
O dia termina com boas impressões da cidade, usando a gíria portuguesa que aprendi no avião, Grenoble é "fixe"....
(*) Dia especial, de aniversário de Henrique Freitas, o grande responsável por eu estar aqui, e que adora muito esta cidade.
Primeiro dia em Grenoble...(*)
Acordo com o fuso e o corpo errado... A soma dos meus 40 anos com as 30 horas de viagens dão um resultado catastrófico, eu nem sei que remédio tomar primeiro, se para dor de cabeça, coluna, alergia, etc...
Bem, saindo à luz do dia encontro uma das maravilhas inventadas pela humanidade chamada TRAM. Trem que anda sobre a rua (famoso "bondinho", porém com cara de século XXI) cobre boa parte da cidade, anda devagar, não há dificuldade em compreender como funciona, isso sim é coisa de 1o. mundo...
Então, não há dor que não consiga ser curada com um bom café com leite e um croissant de chocolate perfeito, como aqueles que só existem mesmo na França. Imediatamente me sinto renovada e saio à cata de um lugar para morar..
Andando pelas ruas, eis que surgem diante de mim as montanhas.. Eu sabia que elas estavam ali, mas a neblina da manhã não as deixavam ver, mas o sol chega e elas aparecem de forma gloriosa e surreal ... Essa visão será inesquecível, com toda certeza...
As pessoas da cidade são gentis e descubro que misturando o inglês com o francês eu consigo me comunicar graças à paciência delas...
A imobiliária em que eu vou fica em um prédio que pertenceu ao pai de Stendhal. Prédio do século XXVIII, reza a história que o pai dele investiu todo o dinheiro nesse prédio, acabando com as chances de Stendhal ter uma herança... Pode ser que ali nasceu o escritor, afinal, escritor que é bom mesmo é escritor pobre. Ou já viu algum milionário escrevendo alguma coisa que prestasse?
O chão da escadaria é de tijolos (provavelmente não há como alterar a estrutura básica por conta de patrimônio)... Interessante...
O dia termina com boas impressões da cidade, usando a gíria portuguesa que aprendi no avião, Grenoble é "fixe"....
(*) Dia especial, de aniversário de Henrique Freitas, o grande responsável por eu estar aqui, e que adora muito esta cidade.
Eu sempre quis viver no velho mundo
Embarque dia 14 de novembro de 2012
A viagem começou com muita atrapalhação... Perdi um travel
card dentro de casa e isso me levou a um atraso considerável, chegando no
aeroporto, dei uma nota correndo para o taxista e o dinheiro se rasgou...
terror total já que sou muito supersticiosa e também pão dura, portanto não tem
sinal de azar pior do que rasgar dinheiro!
Chegando ao balcão da companhia, uma gerente avisa que
Portugal e Espanha estão em greve geral, não é possível embarcar para
Lisboa... Veja com TAP.. escritório da TAP fechado, ligo para a TAP, ela manda
embarcar, enfim, depois de muita confusão literalmente me despacham para São
Paulo...
Em São Paulo aquela fauna de Guarulhos, é como se fosse uma estacão interestelar, é como se fosse aquele filme MIB, muitos tipos diferentes
de ETs... Uma excursão de fiéis rumo a Israel “A senhora vai subir o monte
Sinai?”.. Ingleses, alemães, africanos, chineses,
sertanejos...
Em um momento perua consigo até fazer as unhas.. descendo ao
subsolo de Guarulhos vejo um pouco da vida das pessoas que “habitam” o aeroporto,
interessante...No salão de beleza, várias aeromoças fazem as unhas, elas até pareceram mais humanas quando ali... Elas até ficam em dúvida como qualquer mortal na hora de escolher a cor...
Depois de muito correr atrás de um sinal de rede sem fio,
consigo uma conexão e já não me sinto tão sozinha... Quando será que as pessoas
vão entender que conexão com Internet é tão essencial quanto a luz elétrica? Ninguém espera chegar em um aeroporto e ter que se preocupar em acender a
luz...
Inicio este blog
lembrando de uma velha música dos Engenheiros do Havaí...
Acho difícil que alguém leia esse blog, mas escrevo mais
para mim mesma, é uma forma de terapia, e para o Chris.. Talvez um dia ele dê boas risadas desse blog
que um dia deverá cheirar a naftalina..
Chamando para o vôo, aí vou eu.. Portugal em greve, Espanha
em greve, seja o que Deus quiser na chegada, o velho mundo já não é mais o
mesmo...
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